domingo, 15 de fevereiro de 2009

"gostaria de ser Campeão Nacional, com este grupo de atletas e treinadores, pois iria ser uma experiência indescritível e diferente de qualquer outra"

Neste período coincidente com a passagem da equipa de iniciados "A" à segunda fase do campeonato nacional da primeira divisão decidimos dar destaque a um atleta da equipa. A entrevista com o atleta "Gil" marca o final de um hiato no ciclo de entrevistas. Entrevistas, essas, que não foram realizadas por responsabilidades alheias à direcção do blogue.


Andebol Ginasista - Para que todos os ginasistas possam conhecer-te melhor, conta-nos um pouco da tua história no clube.

Gil - Comecei a jogar andebol aos 6 anos nos Bambis e era treinado pela professora Ju. Vim para este clube jogar Andebol por influência da minha mãe.
Depois passei para os Minis, aos 9 anos de idade, onde estive 3 anos, e fui treinado pela professora Mónica e pelo Mário ‘’Morsa’’ durante um ano, sendo que nos 2 anos seguintes fui treinado pelo Danilo Ventura e Pedro Pinto.
Aos 12 anos fui para os Infantis e mantive como treinadores o Danilo e o Pinto, e nessa época fomos vice campeões nacionais.
Na época seguinte fui para os Iniciados onde fiz parte da equipa B. Na presente época continuo a fazer parte da equipa de iniciados desta feita pela equipa A.
Sou um jogador polivalente, mas costumo jogar na posição de central ou ponta-esquerda.

AG – Que recordações, desse teu percurso como atleta, destacas como mais valiosas?

G - Já tenho um percurso algo longo como atleta, afinal já tenho 7 anos de andebol neste clube.
O meu primeiro jogo, que foi contra o Águas Santas, no pavilhão de Água Santas é um momento que me vai ficar na memória.
O 1º torneio que fui, na Madeira, no meu 3º ano como Mini, porque foi a 1ª vez que fui com o Andebol para tão longe, por termos ganho o torneio jogando muito bem, e por ter sido nesse torneio o melhor jogador. Destaco ainda a convivência, ao passarmos 3 dias sempre juntos, iniciando aí um longo percurso em Torneios do género.
Outro momento marcante foi o facto de ter sido eleito como o melhor atleta do ano neste escalão de Minis (3º ano) durante o encerramento da época no torneio de S. Bento (que nós também ganhamos).
Por último, e mais relevante, a presença na Fase Final de Infantis, onde ficámos, injustamente, em 2º lugar, mas onde aprendemos muito e saímos de Guimarães descontentes com a posição injusta, mas felizes por termos feito algo de único.


AG – Há alguém, alguma personalidade, que queiras destacar nesse historial?

G - Devo destacar os treinadores Pedro Pinto e Danilo Ventura porque se eu sei alguma coisa de Andebol é devido a eles.

AG – O vosso treinador tem sido duro nas críticas à prestação da equipa ao longo das jornadas. Como tem sido essa relação de grande exigência?

G - É normal que o treinador seja duro nas críticas pois temos grandes expectativas para esta época e para as concretizarmos é preciso que a equipa esteja a 100%. A nossa maior ‘fragilidade’ é a defesa no 1x1 e é principalmente nisso que temos de melhorar. Temos um ataque bastante bom, e uma estrutura de equipa excelente mas para chegarmos a campeões precisamos mais do que isso…

AG - Os iniciados conseguiram os seus objectivos ao apurarem-se para a segunda fase mas a competição revelou-se mais complicada do que era esperado. Especialmente a derrota inesperada frente ao Moimenta colocou o apuramento nas mãos do FC. Porto. Que leitura fazes destes acontecimentos?

G - Deslizes como o de Moimenta não podem acontecer, pois as consequências dessa derrota poderiam vir a ser mais graves, mas felizmente não foram…
Penso que a derrota em Moimenta deveu-se a acharmos que o jogo já estava ganho e ainda nem tínhamos jogado, sendo que também influenciou o ‘’ambiente infernal’’ que se sentia no pavilhão. O Moimenta estava consciente que era um jogo importantíssimo pois se o perdessem não iriam à 2ª fase. Fizeram um jogo excelente, talvez o jogo da vida deles, e nós, apesar de não estarmos a jogar tão mal, não os conseguimos ‘’acompanhar’’.
Mas como jogos como o que Moimenta fez contra nós não se repetem muitas vezes, eles foram perder contra o Porto, que estava a jogar sem um dos seus melhores marcadores e depois ainda foram empatar contra o Jobra.

AG - Quais são as expectativas e as ambições do grupo para o resto da época?

G - As expectativas são muito elevadas, pois se há 2 anos com a mesma equipa fomos vice-campeões este ano só o título de campeões nacionais nos deixa plenamente satisfeitos. Porém sabemos que é muito difícil pois as equipas adversárias têm vindo a melhorar muito nos últimos anos e temos um grupo algo diferente do grupo de há 2 anos, pois saíram alguns atletas e entraram outros novos que não passaram pela mesma experiência.
Ainda assim acredito nas nossas capacidades e sei que com muito trabalho poderemos atingir o objectivo.


AG –E quanto ao teu desempenho como o classificas até este momento?

G - Sou um jogador ágil e rápido mas bastante fraco fisicamente. Não tenho rendido o que se esperava, pois tenho feitos jogos péssimos, alguns maus e outros (mas em minoria) razoavelmente bons.
Perco a concentração em alguns momentos do jogo. O que me leva a estar alheado e à parte em dadas alturas.
Penso que tenho trabalhado arduamente, mas falta-me alguma capacidade de concentração para que possa tirar melhor proveito das minhas capacidades.

AG -Há algum desejo que queiras partilhar connosco relativamente ao teu futuro? Alguma acontecimento, algum objectivos que gostasses ver tornado realidade?

G - Tenho andado a trabalhar muito, pois, como qualquer atleta, quero evoluir o mais rápido possível para que um dia possa vir a ser um dos melhores. Relativamente ao futuro, apenas desejo uma carreira saudável e sem lesões…
No presente, e como já referi, gostaria de ser Campeão Nacional, com este grupo de atletas e treinadores, pois iria ser uma experiência indescritível e diferente de qualquer outra.

6 comentários:

Anónimo disse...

Aí está um exemplo de atleta que este clube deveria apostar mais.

Começou cedo, já leva muitos anos de andebol, tem características psicológicas enquadradas com a realidade (segundo consta é assíduo e trabalhador), fisicamente é interessante e fez a sua formação a jogar ao mais alto nível, nas 1as divisões.

Bem mais importante que "craques" que só treinam e jogam quando querem...

Força para o futuro!

Anónimo disse...

Finlamente entrevistas!

Acho que era bom entrevistar um atleta de cada escalão...

Boa entrevista, simples mas direta com um jogador que parece perceber o que quer para ele e para a equipa.

Espermos ver se é só treta ou se vao lutar mesmo para irem longe...

Anónimo disse...

Paraçe-me qe esta equipa tem grandes qualidades e é uma equipa homogénica e todos os jogadores sabem o qe fazer dentro do campo mas o qe os destingue das outras formaçoes e qe sao uma verdadeira "equipa" mas dentro desta equipa tambem existe algumas "estrelas" qe só prejudicam o ambiente dentro do grupo. xD

Anónimo disse...

e entrevistar algem de jeito é que era....

Anónimo disse...

esta entrevista so demonstra que temos miudos com qualidade, que gostam do andebol e principalmente da destaque a quem lhe da formação penso que é o que todos os colegas pensam tambem....parabens têm que continuar assim....

Anónimo disse...

Um menino da mamã, numa Equipa de meninos da mamã...

Só florzinhas de cheiro...

Agora com a mania que são adolescentes e tal...

Postes...

Não jogam nada e ainda por cima tem um treinador e adjuntos incompetentes e irresponsáveis!!!!
=)=)=)=)

Fracos...

:P